Cirurgias mais delicadas pedem maior cuidado

Cirurgias mais delicadas pedem maior cuidado (Reportagem na revista HSC - Jul / Ago 2010, ANO 15, nº 93)

A hora do nascimento de um filho é motivo de grande alegria para os pais, afinal, foram nove meses de espera para conhecer o rostinho do mais novo membro da família. No entanto, é preciso manter a calma e confiar nos profissionais quando o coração do bebê não está bem. Sempre que um defeito congênito ou adquirido neste órgão não responde às medicações, é preciso recorrer à cirurgia cardíaca. A pediatra Dra. Maria Cecília Soares Baraldi Lobe explica que os defeitos cardíacos que correspodenm à má formação congênita - adquiridos no período da gestação - afetam oito em casa mil recém-nascidos.

A pediatra alerta sobre a importância do recconhecimento precoce desses defeitos, uma vez que, se não receberem tratamento adequado, cerca de 20% das crianças podem falecer no primeiro mês de vida, por insuficiência cardíaca. O número sobre para 50% quando a criança completa o primeiro ano de vida. Por meio de exames, o diagnóstico pré-natal realizado no Hospital Santa Catarina de Blumenau pela cardiologista Dra. Juliana Spengler Abuchaim, é possível obter um minucioso estudo de imagem. De acordo com o cirurgião-cardíaco Dr. Décio Cavalet Soares Abuchaim, pode-se prever defeitos congênitos por meio do exame pré-natal, embora o diagnóstico definitivo só seja estabelecido após o nascimento. "Como o coração está em formação, algumas alterações podem aumentar ou até desaparecer com o passar do tempo", explica.

Existem muitas diferenças entre o coração dos pequenos e o dos adultos. Além da própria fisiologia da criança, em que a anatomia do músculo do coração é menor, Dra. Maria Cecília destaca a imaturidade do sistema nervoso simpático, responsável pelo controle involuntário de órgãos internos. que também difere de uma pessoa adulta.

Uma vez identificada a cardiopatia, o cirurgião recomenda o acompanhamento de um cardiologista pediátrico. Caso a intervenção cirúrgica seja necessária, Dr Décio conta que são usados materiais especiais, menores que os usados em adultos. Devido ao tamanho do coração, o cardiologista explica que as cirurgias são mais delicadas e precisas, além do cuidado extra que se tem com doses de medicações. "Existe também um uso mais liberal de transfusão sanguínea e cuidado maior com sangramento", afirma.

Apesar do avanço da medicina nesse sentido, a técnica minimamente invasiva, ou videoassistida, pode ser aplicada na pediatria em apenas alguns casos. Dr. Décio cita que pode ser aplicada apenas em algumas cardiopatias simples, pois não há materiais desenvolvidos para crianças pequenas, como microcâmeras ou instrumentos cirúrgicos.

Segundo o cirurgião, quando o tratamento clínico e cirúrgico não é suficiente para a correção da doença, existe a possibilidade de sequelas. Entretanto, a maioria das crianças pode crescer, ter filhos e ser feliz.

Corações especiais merecem tratamento especial. Exceto transplantes cardíacos, o Hospital Santa Catarina de Blumenau está preparado para executar todas as demais cirurgias. Para a Dra. Maria Cecília, os ótimos resultados conquistados pela equipe do HSC Blumenau se dá graças ao trabalho em conjunto. A pediatra ressalta a harmonia entre fatores como diagnóstico preciso, principalmente no período pré-natal, eficácia cirúrgica e anestésica, assim como o suporte pós-operatório, que conta com monitorização completa.

Para Dr. Décio, o diferencial está no atendimento humanizado da UTI Neonatal e Pediátrica, onde os pais permanecem mais tempo com a criança, em relação aos outros hospitais no Brasil. Além disso, o HSC Blumenau conta com uma ótima unidade de terapia intensiva, formada por profissionais extremamente capacitados.

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